Leitura 4 de 12
Crônica sobre o tempo e a memória
어릴 적 살던 골목을 삼십 년 만에 찾아가 보았다.
Fui rever, depois de trinta anos, o beco onde morei na infância.
기억 속의 골목은 한없이 넓었는데, 막상 가 보니 두 사람이 겨우 지나갈 만큼 좁았다.
O beco da memória era infinitamente largo, mas, ao chegar, era tão estreito que mal passavam duas pessoas.
담벼락에 기대어 구슬치기를 하던 아이들의 웃음소리는 어디로 갔을까.
Para onde terá ido o riso das crianças que jogavam bolinha de gude encostadas no muro?
시간은 모든 것을 바꾸어 놓지만, 기억은 오히려 시간이 흐를수록 또렷해지기도 한다.
O tempo muda tudo, mas a memória, ao contrário, às vezes fica mais nítida à medida que o tempo passa.
나는 낡은 대문 앞에서 한참을 서성이다가 발길을 돌렸다.
Fiquei um bom tempo rondando diante do velho portão e depois dei meia-volta.
돌아오는 길에 문득, 내가 그리워한 것은 골목이 아니라 그 시절의 나였다는 생각이 들었다.
No caminho de volta, de repente, ocorreu-me que aquilo de que eu sentia falta não era do beco, mas de quem eu era naquela época.
사람은 지나간 시간을 되찾을 수 없기에 그것을 더욱 아름답게 간직하려는지도 모른다.
Talvez, por não poder recuperar o tempo que passou, a pessoa procure guardá-lo de modo ainda mais belo.
그날 저녁 나는 오래된 사진첩을 꺼내 한 장 한 장 천천히 넘겨 보았다.
Naquela noite, tirei um velho álbum de fotos e folheei devagar, página por página.
Perguntas do texto
Responda 2 de 3 certas para concluir a leitura.
1. Como o beco era na realidade?
2. Do que o narrador sentia falta, segundo ele?
3. O que o narrador fez à noite?